domingo, 26 de agosto de 2012

FELIX - NOVO PAPEL...


Goleiro Félix, com Carlos Alberto na seleção (à esquerda) e em foto mais recente


UM NOVO PAPEL

                                                                                              Por Afonso Farias Jr

Muito tempo faz... Sentado na sala de casa, uma televisão, imagem em preto&branco. Assistia-se a um jogo. Não era um jogo qualquer, era a seleção brasileira que se apresentava.
            Dez jogadores de linha e um goleiro no time principal. Conhecidos por suas qualidades excepcionais, os jogadores de linha desfrutavam de enorme fama, mas somente alguns – bem poucos – fizeram fortuna.
            O goleiro era maravilhoso, mas criticado à época. Pessoa esforçada, humilde e séria. Todos sabiam do seu denodo, da sua competência e da sua vontade de vencer e contribuir para as vitórias do escrete nacional.
            Foram vitoriosos ao final, venceram todas as contendas. Muitos foram endeusados e outros praticamente olvidados. O goleiro parece que foi um desses. Romântico, amoroso e pessoa divertida, todos gostavam dele. Nunca economizava gentileza e simpatia.
            O arqueiro era natural de Caratinga, em Minas Gerais, e defendeu Juventus, Portuguesa e Nacional, em São Paulo, e o Fluminense, no Rio de Janeiro. Foi atuando pelo clube carioca que ele acabou convocado para a seleção brasileira de futebol.
            Em especial, três jogos marcaram a atuação do atleta naquele julho de 1970: contra os selecionados da Inglaterra, do Uruguai e da Itália. Ele fez a diferença nesses embates. Quem duvidar pode assistir ao vídeo desses jogos.
            Papel (como era conhecido na intimidade) colaborou sobremaneira para a conquista do tricampeonato canarinho no estádio Azteca, na Cidade do México, em 1970. Só aqueles que viveram o momento sabem da importância da Taça Jules Rimet para o futebol do Brasil.
            Atleta disciplinado e elegante sob as balizas, Félix recebeu outro prêmio significante em 1970: o Belfort Duarte, que homenageava o jogador de futebol profissional que passasse dez anos sem ser expulso, tendo jogado pelo menos 200 partidas nacionais ou internacionais.
            Como atleta, Papel foi campeão do Estadual do Rio de 1969, 1971, 1973, 1975 e 1976, além do Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1970.
            Tempos depois, Félix Miéli Venerando, para sustentar a família, trabalhou na loja Ponto Frio, no Rio de Janeiro. Era mais um empregado com mechas brancas nas laterais da cabeça e óculos pendurado no pescoço. Ninguém (ou quase ninguém) sabia quem era aquele senhor.
            Naqueles dias, por acaso, souberam do novo emprego do atleta e tentaram fazer uma matéria com o goalkeeper, mas a reportagem foi  negada pela chefia da redação de um grande jornal de circulação nacional. No fundo, eles achavam que aquele sujeito não estava com essa bola toda, talvez pensassem que ele nem a merecia.
            Esse é o reconhecimento que recebem nossos ídolos, muitos deles atletas responsáveis e que proporcionaram inúmeras alegrias ao povo brasileiro. São jogados ao léu, afastados do convívio esportivo e depreciados no lugar comum.
            Parte da amargura de Félix foi compensada pela  Lei Geral da Copa/2012, cujo texto incluiu os benefícios aos campeões mundiais pela seleção, de 1958 até 1970 no México. Depois disso, ele pode receber auxílio financeiro para tratar da sua doença incurável: enfisema pulmonar, a qual o contratou, em 24 de agosto último, para atuar em novas plagas.
            Bom pai, marido, avô e atleta, hoje, Papel joga no Paraíso Futebol Clube, no Éden. Obrigado pela alegria proporcionada e por ter feito milhões de brasileiros orgulhosos naqueles dias (e até hoje) de 1970. Você não viveu em vão... Segue em tuas defesas e também, se puderes,  defende a todos nós. Um abraço forte de seus admiradores, meu camarada.



domingo, 12 de agosto de 2012

24H - O Tráfego Aéreo no Mundo

http://www.youtube.com/watch?v=GxtWvzoE9jo

JOAQUIM CRUZ - RIO 2016

Para o Rio 2016 podemos copiar o exemplo britânico. Eles chamaram um holandês que mandou todo mundo embora e convidou um monte de gente comprovadamente boa, experts, muitos ex-esportistas do mundo todo, para trabalhar basicamente com os atletas já existentes e com potencial. Por meio das loterias, aumentaram os repasses de dinheiro e investiram pesado individualmente nesses atletas. O resultado está aí: a Grã-Bretanha deve terminar em terceiro lugar no quadro de medalhas, sua melhor participação na história da Olimpíada.

NADA MUDOU


NADA MUDOU
Joaquim Carvalho Cruz (sim, só uma coincidência) tinha 21 anos quando, vestindo azul, carregou sua magreza e seu semblante de esforço ao até hoje único ouro olímpico do Brasil em provas de pista no atletismo. Correu a final dos 800 metros rasos dos Jogos de Los Angeles, em 1984, em 1 minuto e 43 segundos, recorde olímpico na ocasião. Lá se vão quase 30 anos. E tanta coisa mudou de lá para cá. A União Soviética, que boicotou aquela Olimpíada, desapareceu. A China ficou só em quarto. O próprio Joaquim, que continua magro, modesto e tímido, já não tem aquela cabeleira toda, ganhou uns fios grisalhos e agora fala com leve sotaque americano - reflexo dos 30 anos nos Estados Unidos, onde estudou, casou, cria seus dois filhos adolescentes, trabalha num centro médico da Marinha americana procurando talentos esportivos entre militares feridos de guerra, treina atletas olímpicos e paraolímpicos do país e, finalmente, onde pensa em maneiras de mudar o Brasil por meio do esporte.
 - Divulgação
Divulgação
“É incrível que nesses 30 anos quase nada tenha mudado estruturalmente nessa área. Será que nossos dirigentes e políticos ainda não enxergaram que a solução para nossos problemas está no esporte na escola?”, ele pergunta retoricamente, porque sabe bem a resposta. “É na escola que formaremos uma base grande da qual será possível tirar muitos campeões.” De outro modo, ele lamenta, continuaremos a suspirar por esporádicos heróis como o ginasta Arthur Zanetti, ouro nas argolas em Londres, e os irmãos Falcão do boxe, que treinavam humildemente socando humildes bananeiras num humilde quintal. “A falta de oportunidades para o garoto brasileiro que queira ser esportista me assusta.”
Mas Joaquim não fala apenas. Ele também age. Em Brasília, onde mantém um instituto que leva seu nome, acaba de iniciar um processo seletivo para descobrir e formar fundistas capazes de medalhar na Olimpíada de 2020. O Programa Rumo ao Pódio, patrocinado pela multinacional do ramo de embalagens Tetra Pak com R$ 1,4 milhão, recebeu 1.400 inscritos. Depois de uma fina peneira inspirada no modelo de seleção dos Seals americanos, sobrarão 30 jovens de 16 a 20 anos.
Na quinta-feira, Joaquim estava no Estádio Olímpico de Londres quando falou ao Aliás por telefone. Entre uma resposta e outra, dirigia palavras de conforto à corredora americana Alice Schmidt, sua pupila, desclassificada na semifinal dos 800 metros. Ele contou como foi, desta vez nos bastidores, fazer história de novo nos Jogos. Joaquim também era o técnico da atleta saudita Sarah Attar, de 19 anos, que de calça, mangas compridas e lenço na cabeça, foi ovacionada pela plateia mesmo terminado sua prova em último lugar. Pela primeira vez o comitê olímpico saudita permitiu a participação de mulheres nos Jogos. E se até isso mudou...
Christian Carvalho Cruz, de O Estado de S.Paulo

O PSICOLÓGICO AINDA IMPACTA NOS ATLETAS BRASILEIROS

A seleção brasileira masculina de vôlei teve um início excelente de partida, mas não conseguiu conquistar o seu terceiro título olímpico. Neste domingo, na final dosJogos de Londres, a equipe perdeu, de virada, para a Rússia por 3 sets a 2, com parciais de 19/25, 20/25, 29/27, 25/22 e 15/9, em 2 horas e 8 minutos, na Earls Court. ASSIM COMO NO FUTEBOL MASCULINO, a pressao psicológica é pouco suportável - o atleta reduz performance e a equipe sucumbe.

domingo, 29 de julho de 2012

Bean Olimpic Games

http://www.youtube.com/watch?v=stX4k09xyT4

SENSACIONAL - 2012 JUL - LONDON

Calcanhar y Penalty

Acesse o site abaixo e veja um penalty bem cobrado...
http://www.youtube.com/watch?v=mDVGuf5KHCk&feature=related

As Chuteiras Modernas e as Lesões





As chuteiras modernas podem contribuir para o aumento no número de ocorrências de lesões em joelhos de jogadores de futebol, segundo os especialistas ouvidos pelo Terra Esportes. Contusões em tal região do corpo representam talvez maior terror para os boleiros, chegando a acabar com a carreira de muitos deles.


O lateral-direito Cafu, capitão da Seleção Brasileira, o caso mais recente de joelho lesionado, passou na última quinta-feira por uma artroscopia para tratar de uma lesão no menisco. Mas ele não foi o único a sofrer com esse tipo de problema. Ricardo Oliveira, Rogério Ceni e Grafite, com passagens recentes pela Seleção, também machucaram o joelho.
Os atacantes Araújo, recém-contratado pelo Cruzeiro, Jonas, que vinha se destacando pelo Santos, e o jovem Keirrison, uma revelação do Coritiba, também ficarão afastados dos gramados por vários meses.
Mais modernas e com design avançado, as chuteiras hoje em dia são feitas especialmente para os principais atletas do mundo e se tornam marcas registradas de cada um. São mais leves, mais macias, impermeáveis e oferecem maior aderência com o gramado, evitando escorregões. E é nesse quesito que, de acordo com os especialistas, mora o problema.
Essa aderência maior acaba forçando a estrutura do joelho quando o atleta muda repentinamente a direção do movimento, algo normal no esporte. Isso, com o passar do tempo, fragiliza a resistência de ligamentos, meniscos e tendões. Somado a fatores como o excesso de jogos e treinamentos, além do tipo de futebol praticado - de mais contato e mais força física ­ -, a ocorrência de lesões atingiu índices elevados.
"Com certeza o excesso de jogos aumenta o índice de lesões ligamentares, mas o tipo de chuteira também causa lesões", afirmou o médico do Santos, Joaquim Grava. "Uma modificação nas travas aumenta a aderência que, se for excessiva em um movimento de rotação grande, pode estourar o ligamento", disse.
O ortopedista Djalma de Siqueira Júnior, cirurgião especializado em joelhos, concorda. "A disposição das chuteiras, para dar mais tração ao jogador, aumenta a aderência do calçado com o gramado, o que acaba forçando os ligamentos", explicou.
Siqueira, no entanto, ressalta que, apesar de facilitarem lesões, as chuteiras não podem ser consideradas as únicas responsáveis. ¿O tipo de futebol jogado hoje, de muito contato e força física, também aumenta o número de lesões¿.
Marta - Única mulher a ter deixado os pés na calçada   da fama do Maracanã,. A atleta é a grande esperança do o Brasil para chegar ao ouro depois das duas medalhas de prata seguidas.

2012 - O Verde Palha de Brasília

Caros camaradas. Já estamos em julho... O tempo passa rápido.
Brasil 3 x 1 Belarus 29.07.2012